Mais uma recomendation do amebation =)
dessa vez vou economizar nas MINHAS palavras…
mas deixo aqui um texto que mexeu comigo…
Talvez não faça a mínima diferenca pra voces… mas pra mim, foi interessante, além de lembrar de algo que eu passei, eu cresci junto com a web =)
Ahh… fora que há um paragrafo que reflete muito do que eu sou, muito do que minha familia é hoje!

“Olha, é bom dizer que esse cara foi quem mudou minha vida profissional. Foi quem me tirou da vida modorrenta de um analista de custos em uma indústria em São José dos Campos e me apresentou ao mundo muito legal dos bits, bytes, dos modelos de dados, das aplicações, dos sistemas, das soluções e dos serviços de tecnologia da informação.”

o cara que teve a vida profissional mudada é meu pai… e eu vi o quanto ele tem se dedicado a esse treco chamado web… eu vejo, quase que diariamente, seu esforco pra que os minimos detalhes do que ele faz estejam de acordo com o que ele crê ser ideal… acho que um pouco disso foi transferido pra mim, e hoje, só tenho a agrdecer =)
Ahh… e quem me apresentou ao mundo do bits e bytes(estes na verdade já nao eram mais quase usados, apenas alguns irmão mais velhos deste) ao contrario de muitos aqui, não foi o tempo, o msn, o icq… foi ele mesmo, meu pai =) e com o tempo, sempre foi me incentivando a fazer o que eu gostava… hoje, me ajuda e completa, mesmo que indiretamente, muito do que eu faço, seja em trabalhos academicos, ou em outros “trabalhos” que eu faço…

Bom, nao ia escrever nada, mas escrevi muito!
aheuaeuh
resta apenas deixar o texto pra vocês darem uma olhadinha…

“No dia 9 de julho de 1997, um inusitado acidente aeronáutico tirou a vida do meu amigo Fernando.

Naquela época, ele era um dos poucos que ia de um lado para outro armado de traquitanas tecnológicas como notebook e telefone celular. Era um daqueles “geeks” (para mim, era um “novidadeiro”), apaixonado pelas transformações e benefícios que a tecnologia da informação podia trazer para a vida do cidadão comum. Como empresário, além da conceituada empresa de consultoria e integração de sistemas, tinha acabado de montar um dos dois primeiros provedores de acesso à internet da cidade – um pioneiro. Eram tempos em que US Robotics, conexão dial-up, PPP, browser (Netscape era a estrela), html, home page entre outros termos passavam a fazer parte do universo de uma minoria privilegiada e visionária. A Internet estava chegando.

Doze anos se passaram e Fernando não viu a evolução dos aparelhos de telefonia celular (que hoje, entre outras coisas, até fazem ligações telefônicas de voz), não viu que duas e meia entre três mochilas que vemos nas costas de jovens e executivos andando pelas ruas das cidades tem um notebook dentro, nunca viu uma plaquinha de “wifi zone” em um aeroporto ou em uma loja de café espresso. Em compensação, não recebeu milhões de mensagens de spam (que até aquele momento era somente uma marca de presunto estrangeiro) em sua caixa postal de e-mail… entre outras coisas. Fernando não viu muita coisa. Aliás, Fernando nunca ouviu falar de… você não vai acreditar… Google!

Olha, é bom dizer que esse cara foi quem mudou minha vida profissional. Foi quem me tirou da vida modorrenta de um analista de custos em uma indústria em São José dos Campos e me apresentou ao mundo muito legal dos bits, bytes, dos modelos de dados, das aplicações, dos sistemas, das soluções e dos serviços de tecnologia da informação.

Enfim, eu o conheci muito bem e sei que ele ia gostar muito de um monte de coisa que você e eu temos e podemos usar hoje em dia. Ia gostar de frameworks para desenvolvimento e distribuição de aplicações web, do fato de que, aos trancos e barrancos, os sistemas operacionais para uso em computadores pessoais melhoraram muito (inclusive aqueles dos quais a gente gosta de falar mal), ia gostar da facilidade que se tem em encontrar e conversar com alguém do outro lado do mundo, através de um microfone e uma minicâmera de vídeo embutidos no notebook, ia gostar das dezenas, centenas e milhares de meios e ferramentas disponíveis para podermos ensinar às pessoas fazerem melhor o que já fazem ou mesmo aprender algo que elas sequer sonhavam existir. Também acho que ele ia se divertir e fazer muito bom uso da blogosfera, do Twitter, das redes sociais… ia ser um evangelista da Web 2.0. Ah… e também ia querer muito (muito mesmo) ter um Kindle.

Mas eu, sinceramente, tenho lá minhas dúvidas se ele ia gostar de sentir aquela sensação de vazio e aflição quando não está online. O medo de não encontrar ou não ser encontrado. O medo de não saber do que se tratava quando alguém lhe perguntasse “o que você acha do Sistema Operacional do Google?”. Acho que Fernando não viu e não ia fazer questão de ver que nós estamos exigindo (de maneira quase histérica) cada vez mais de nossos pares, chefes, subordinados, amigos e familiares que eles se mantenham encontráveis e disponíveis o tempo todo. Para falar a verdade, se ficarmos pensando aqui mais um tempo, acho que você e eu vamos achar mais algumas coisas das quais Fernando não iria gostar.

Ah… eu acho que o Fernando não viu muitas coisas das quais ele teria gostado. Mas eu tenho certeza de que ele não viu muitas coisas sobre as quais teria me dito com aquela sabedoria das pessoas que enxergam longe: “Sei não, Laercinho, estou sentindo que isso não vai acabar bem…””

Ahh… antes de mais nada… alias, depois de quase tudo, o link pro blog dele! http://posteino.wordpress.com
nao fiz “firulas” pra colocar o link pq a URL é SENSACIONAL… e muito aqui vao dizer: “tem a sua cara, ameba…” mas essa cara que é “minha”, nada mais é do que reflexo do que meu pai me transformou =)

Grande Abraço!

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